Friday, May 11, 2012

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO OU TIC:

Tecnologia da Informação e Comunicação




Antes de iniciar o artigo, quero dizer que o objetivo no decorrer desse trabalho é apresentar artigos relacionados aos seguintes temas: Colaboração Virtual (Sistemas Colaborativos) e Gestão do Conhecimento. Para tanto, serão expostos textos com as definições, conceitos, aplicações e as tecnologias disponíveis que abrangem esses dois conceitos. Bem, agora vamos iniciar o trabalho com uma contextualização dos Sistemas Colaborativos, a Gestão do Conhecimento e o papel da comunicação neste panorama. 
Sistemas Colaborativos e Gestão do Conhecimento
A necessidade de comunicação é algo que está presente na vida do ser humano desde os tempos mais remotos. Trocar informações, registrar fatos, expressar idéias e emoções são fatores que contribuíram para a evolução das formas de se comunicar.
Com o passar do tempo, o homem foi aperfeiçoando cada vez mais sua capacidade de se relacionar e conforme as necessidades foram surgindo, ele foi se adaptando a elas e com isso a comunicação foi evoluindo.
A comunicação promove grandes avanços. Graças à troca de mensagens e conseqüentemente a troca de experiência, grandes descobertas foram feitas. O que seria da história humana se não fossem os desenhos nas cavernas, os hieróglifos egípcios e o enorme acervo de informações que nos foi deixado através da escrita? Todos esses exemplos são formas de deixar mensagens, ou seja, passar adiante um conhecimento, uma experiência, um fato ou uma descoberta.
Mas, seria a transmissão de informações a primeira função da comunicação? Decerto que sim, mas em um nível mais fundamental o ato de comunicação define a situação que vai dar sentido às mensagens trocadas. A circulação de informações é, muitas vezes, apenas um pretexto para a confirmação recíproca do estado de uma relação entre seres humanos (Lévy, 1999).
Falar sobre comunicação é algo extremamente complexo, uma vez que existem várias formas de comunicação. O objetivo aqui, é mostrar o quanto a informação, a troca de mensagens e o relacionamento humano são importantes para a evolução de novos conceitos, como por exemplo, o trabalho colaborativo (trabalho em equipe), a gestão do conhecimento, o ensino a distância (e-learning) que promovem uma maior democracia nos relacionamentos entre as pessoas e a diminuição do espaço físico/temporal.
Quando pensamos em um ambiente corporativo, a necessidade de comunicação aumenta consideravelmente, pois uma corporação tem por característica básica um grupo de pessoas percorrendo objetivos em comum. E sabemos que uma pré-condição para atingirmos objetivos em comum é que todas as pessoas envolvidas estejam sintonizadas com os mesmos objetivos e este tipo de sintonia só pode ser estabelecido através de uma comunicação objetiva, clara e eficiente.
Em uma corporação, atingir este nível de comunicação é muito complexo, pois existem barreiras culturais, sociais, tecnológicas, geográficas, temporais, dentre outras, que dificultam as pessoas se comunicarem, portanto um dos maiores desafios de uma corporação é transpor estas barreiras.
Outro ponto importante que deve ser levado em conta, no âmbito corporativo é o trabalho em equipe, a troca de informação em tempo real, o sincronismo de tarefas e todo um controle do fluxo de trabalho que envolve todos os membros dessa equipe.
Atualmente, os sistemas de informação e as redes de computadores têm desempenhado um importantíssimo papel na comunicação corporativa, pois é através dessas ferramentas que a comunicação flui sem barreira. Segundo Lévy (1999), novas maneiras de pensar e de conviver estão sendo elaboradas no mundo das telecomunicações e da informática. As relações entre os homens, o trabalho, a própria inteligência dependem na verdade, da metamorfose incessante de dispositivos informacionais de todos os tipos. Escrita, leitura, visão, audição, criação e aprendizagem são capturados por uma informática cada vez mais avançada.
A evolução da tecnologia da informação tem sido gigantesca, vários sistemas corporativos foram criados, como, por exemplo, o e-mail, a agenda de grupo online, etc. Ainda neste contexto, pode-se considerar a descoberta da Internet como um grande marco e um dos avanços mais significativos, pois através dela vários outros sistemas de comunicação foram criados.
Hoje existem várias tecnologias que viabilizam a comunicação, porém, o que vai agregar maior peso a essas tecnologias é a integração, a colaboração de cada uma delas. Dentro desse cenário, é importante frisar uma interessante observação feita por Lévy (1999):
Atualmente, a maior parte dos programas computacionais desempenham um papel de tecnologia intelectual, ou seja, eles reorganizam, de uma forma ou de outra, a visão de mundo de seus usuários e modificam seus reflexos mentais. As redes informáticas modificam circuitos de comunicação e de decisão nas organizações. Na medida em que a informatização avança, certas funções são eliminadas, novas habilidades aparecem, a ecologia cognitiva se transforma. O que equivale a dizer que engenheiros do conhecimento e promotores da evolução sociotécnica das organizações serão tão necessários quanto especialistas em máquinas”.
Atualmente, estudos sistemáticos dos comportamentos econômicos nesta transição de século e de milênio vêm atribuindo um importante fator ao cenário econômico, tão impregnado pelos fatores da Era Industrial (bens de consumo durável, maquinário, trabalho mecânico e em série, produtos, etc.) e esse fator é o conhecimento – a dimensão crítica de sustentação de vantagens competitivas.
Nesta nova economia, as capacidades de inovação, de diferenciação, de criação, de valor agregado e de adaptação à mudança são determinadas pela forma como velhos e novos conhecimentos integram cadeias/redes de valor, como processos e produtos recorrem a conhecimento útil e crítico, bem como pela aptidão demonstrada pelas empresas, governos (organizações, em geral) e pessoal para aprender constantemente (Silva, 2003).
Vivemos na Era da Informação e do Conhecimento, um mundo novo, onde trabalho físico é feito pelas máquinas, cabendo ao homem a tarefa para a qual é insubstituível: ser criativo, ter idéias. A era da informação há algumas décadas vem sendo superada pela onda do conhecimento. Como o aumento da quantidade de informação disponibilizada pelos meios informatizados vem crescendo exponencialmente, agora, a questão está centrada em como gerir este mundo de informações e retirar dele o subsídio para a tomada de decisão.
Desenvolver competências e habilidades na busca, tratamento e armazenamento da informação transformam-se num diferencial competitivo dos indivíduos nas corporações.
Não basta ter uma grande quantidade de informação, é necessário que essa informação seja tratada, analisada e armazenada de uma forma que todas as pessoas envolvidas tenham acesso sem restrição de tempo e localização geográfica e que essa informação agregue valor às tomadas de decisão. É extremamente importante que haja um ambiente de trabalho integrado, onde os processos fluam e sejam administrados de forma transparente, que as tarefas e atividades a serem desenvolvidas pelas equipes tenham uma gestão centralizada, porém compartilhada.
Que o desenvolvimento de um determinado projeto seja organizado e disponibilizado para uma posterior consulta e fonte de pesquisa para projetos futuros, ou seja, é necessário criar um meio que resgate a memória e o bem maior de qualquer organização, que é o conhecimento gerado pelas pessoas que fazem parte dessa organização. É preciso ter um ambiente colaborativo, e posteriormente uma gestão do conhecimento que flui nesse ambiente de colaboração.
A Tecnologia da Informação (TI) tem um papel significativo na criação desse ambiente colaborativo e posteriormente a uma Gestão do Conhecimento. No entanto, é importante ressaltar que a tecnologia da informação desempenha seu papel apenas promovendo a infra-estrutura, pois o trabalho colaborativo e a gestão do conhecimento envolvem também aspectos humanos, culturais e de gestão (Silva, 2003).
Os avanços da tecnologia da informação têm contribuído para projetar a civilização em direção a uma sociedade do conhecimento. A análise da evolução da tecnologia da informação de acordo com Silva (2003) é da seguinte maneira:
Por 50 anos, a TI tem se concentrado em dados – coleta, armazenamento, transmissão, apresentação – e focalizado apenas o T da TI. As novas revoluções da informação focalizam o I, ao questionar o significado e a finalidade da informação. Isto está conduzindo rapidamente à redefinição das tarefas a serem executadas com o auxilio da informação, e com ela, à redefinição das instituições que as executam”.
Hoje, o foco da Tecnologia da Informação mudou, tanto que o termo TI passou a ser utilizado como TIC - Tecnologia da Informação e Comunicação. E dentro desse universo, novas idéias como colaboração e Gestão do Conhecimento poderão ser edificadas, porém, mais uma vez é importante enfatizar que nenhuma infra-estrutura por si só promoverá a colaboração entre as pessoas, essa atitude faz parte de uma cultura que deverá ser disseminada por toda a organização, é necessário uma grande mudança de paradigma.
BIBLIOGRFIA
LEVY, Pierre. As Tecnologias da Inteligência. Rio de Janeiro: Editora 34 , 1993.
SILVA, Ricardo Vidigal da; NEVES, Ana. Gestão de Empresas na Era do Conhecimento. Lisboa: Serinews Editora, 2003.

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